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Avaliação e planejamento marcam reunião do Conselho de Sindicatos da FTM-RS

"2024 é ano eleitoral, o que sempre é muito importante, pois a conjuntura anda junto", declarou o presidente da FTM-RS, Lírio Segalla

Publicado: 23 Novembro, 2023 - 17h17 | Última modificação: 23 Novembro, 2023 - 17h20

Escrito por: FTM-RS

Rafaela Amaral (STIMMMEC)
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A avaliação de 2023 e a planejamento das ações para o próximo ano pautaram a reunião do Conselho de Sindicatos da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTM-RS), realizada na manhã de hoje (23). Dezenas de dirigentes de todas as regiões do estado participaram da atividade, que ocorreu no auditório da FETAR, em Porto Alegre.

"2024 é ano eleitoral, o que sempre é muito importante, pois a conjuntura anda junto", declarou o presidente da FTM-RS, Lírio Segalla ao enfatizar a necessidade de olhar para 2023 e a partir disso, planejar as ações para o próximo período. "Devemos envolver a categoria. Os trabalhadores precisam muito da gente, mesmo que eles não saibam", avaliou.

A vice-presidente da Federação, Eliane Morfan agradeceu a presença de todos que viajaram por horas, por entenderem a importância da reunião presencial. "Além disso, sabem que o debate e a mobilização são fundamentais para as nossas lutas", disse ela.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Loricardo Oliveira relatou como foi a conversa recente entre representantes dos metalúrgicos com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que abordou industrialização, desoneração da folha, aposentadoria dos trabalhadores, entre outros pontos. "A CNM tem convicção de que precisamos envolver a base nestes debates", disse ele, que informou que a partir de fevereiro iniciam os intercâmbios entre os estados.

Sustentação sindical

Sobre a sustentação dos sindicatos, ele afirmou que havia expectativa que o assunto fosse resolvido nos primeiros 100 dias de governo. "Temos diversas dificuldades e não podemos depender do Congresso. Porém, há discussões acontecendo para construir a melhor proposta", contou.

O assessor jurídico da entidade, Lauro Magnago também abordou a dificuldade no debate referente à sustentação sindical e reforçou a importância da ação das entidades sindicais neste processo. "Os sindicatos precisarão respeitar as etapas acordadas no que for definido. Toda e qualquer decisão deve estar respaldada pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da decisão dos trabalhadores."

Segundo o advogado, há muitos pontos em aberto no debate. "Mas, não tenho dúvidas de que no próximo ano vamos entrar melhor nesta discussão", acredita.

Os dirigentes fizeram relatos de como está a realidade em cada entidade, com os trabalhadores e a situação das empresas da base. Eles também debateram a sustentação financeira das entidades, a desoneração da folha e maneiras de mobilizar a categoria.

Planejamento

O secretário de Finanças da Federação, Milton Viário encerrou o encontro propondo um calendário mínimo de ações para o ano que vem. De acordo com ele, trabalho de base, mobilização, união e solidariedade serão elementos fundamentais no próximo período.

"Temos que dar exemplo e mobilizar os nossos diretores. Planejar a nossa campanha salarial que deve ser bem intensa, por isso precisamos estar preparados", afirmou Milton.

A próxima reunião do Conselho de Sindicatos deve acontecer na primeira quinzena de fevereiro.