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CNM/CUT reforça luta de trabalhadores pela reindustrialização em seminário no ES

Presidente da Confederação debateu programa Nova Indústria Brasil, cadeia produtiva do aço e outras pautas em seminário realizado em parceira com sindicato metalúrgico local

Publicado: 13 Março, 2024 - 12h01 | Última modificação: 13 Março, 2024 - 14h06

Escrito por: Redação CNM/CUT*

Divulgação
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Loricardo fala durante seminário

Em seminário promovido na última quarta-feira (6) pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal-ES), o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, reforçou a importância dos trabalhadores participarem da nova política industrial do governo federal, o programa Nova Indústria Brasil.

A Confederação, juntamente com o sindicato capixaba, organizou o evento "Estratégias e Desafios na Nova Era Industrial" que debateu, além da nova política industrial brasileira, a instalação de uma frente parlamentar em defesa do aço brasileiro, pautas específicas relacionadas à siderurgia, jornada de trabalho, piso nacional metalúrgico e o macrossetor da indústria da CUT.

“Este seminário é um importante momento para conversarmos sobre a nova política industrial brasileira. A partir dessa conversa, olhando o que tem de plano para o país, nós poderemos desenvolver o estado do Espírito Santo, olhando o direito dos trabalhadores daqui, olhando a participação tanto do emprego, da renda, dos direitos, de como será essa nova indústria no Espírito Santo, especificamente”, disse Loricardo ao público local.

Para o secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos de Almeida (Renatinho), esse tipo de encontro é importante para aproximar as federações e os sindicatos da categoria no país dos temas que envolvem a indústria brasileira e das ações da Confederação nesse sentido, afinando os discursos com os dirigentes e melhorando a comunicação com as bases.

“Queremos que a companheirada se aproprie dos temas que envolvem as políticas industriais que estão sendo implantadas no país, que eles também conheçam melhor o que a CNM/CUT vem construindo no dia a dia durante o trabalho dos segmentos da entidade e que esse conhecimento sirva como ferramenta na conversa com as bases, ali no chão de fábrica, e também no contato com os governos municipais, estaduais e federal na hora de debater essas políticas”, afirma Renatinho.

Indústria do aço

O estado do Espírito Santo tem uma forte participação no setor siderúrgico no país, e a indústria produtiva do aço terá papel fundamental para os projetos da Nova Indústria Brasil e para outras iniciativas governamentais se desenvolverem. 

Nos últimos meses, a CNM/CUT vem negociando com governo federal e empresários da cadeia produtiva do aço brasileiro medidas para o impulsionamento do setor, o que já gerou um grupo tripartite (trabalhadores, empresários e governo) para discutir questões do segmento, e deve formar neste ano também uma frente parlamentar em defesa da indústria do aço, em Brasília.

Loricardo afirma que a principal pauta dos trabalhadores nas conversas com governo e empresários é a cobrança de contrapartidas para quem está no chão de fábrica. “Para discutir a produção de aço no Brasil é primordial saber quais as contrapartidas que os trabalhadores terão. O aço terá, por exemplo, muita participação no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, no desenvolvimento das cidades, na infraestrutura, no setor automotivo, e aqui no Espírito Santo, especificamente, teremos muita produção de aço”, enumerou o dirigente.

Pauta única pela indústria

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo, Max Célio de Carvalho, avalia que o movimento sindical deverá se unir em torno da pauta da reindustrialização brasileira para fazer o programa Nova Indústria Brasil caminhar e trazer benefícios aos trabalhadores.

“É o principal desafio, criar a unidade do movimento sindical em torno desse tema, a reindustrialização, a neoindustrialização. O governo sinaliza que vai pautar isso, lançando um programa de investimento na casa de 300 bilhões, então isso já efetiva o projeto”, disse Max Célio.

Ele quer que o debate da reindustrialização seja levado para dentro da CUT no Espírito Santo e que os metalúrgicos sejam protagonistas desse processo. A pauta sobre o aço também deve estar nestas discussões, segundo o dirigente.

“Sem os trabalhadores, sem a gente demonstrar que os trabalhadores e as trabalhadoras estão cientes desses projetos, da importância deles estarem juntos com a direção do sindicato, a gente fica enfraquecido”, alertou o presidente do sindicato capixaba.

*Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal-ES)