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Dirigente da CNM/CUT participa de Conferência de Direitos Humanos e Civis nos EUA

Secretário de Relações Internacionais da entidade ressaltou a necessidade do combate à ascensão da extrema direita que é justamente contra esses direitos

Publicado: 18 Junho, 2024 - 15h19 | Última modificação: 18 Junho, 2024 - 15h22

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Divulgação
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Entre os dias 9 e 12 de junho, o secretário de relações internacionais da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT), Maicon Michel Vasconcelos, participou da Conferência de Direitos Humanos e Civis, em Detroit, nos Estado Unidos, promovida pelo USW (United Steelworkers), sindicato que representa também trabalhadores na indústria metalúrgica naquele país.

Na Conferência foram debatidos temas relacionados aos povos originários, ao povo negro estadunidense, às pessoas com deficiência e aos imigrantes. Porém, o foco se manteve no combate à ascensão da extrema direita. “A extrema direita é totalmente contra a pauta dos direitos humanos e civis”, ressaltou o dirigente.

Em sua fala, Maicon destacou a necessidade de barrar a extrema-direita. “Precisamos unir forças da classe trabalhadora nos dois países para frear a extrema direita”.

“Essa rede internacional ultraneoliberal que vem crescendo, tanto na Europa quanto em outros lugares, precisa ser combatida urgentemente. Logo haverá eleição nos Estados Unidos e no Brasil, temos que, enquanto classe trabalhadora, organizar, debater e convencer os trabalhadores de que esse não é o caminho. Votar em candidatos de extrema direita é colocar um fim à própria organização da classe trabalhadora, porque só com a democracia a classe trabalhadora avança”, defendeu Maicon.

O sindicalista reforçou ainda que com o ultraneoliberalismo em lugar algum a classe trabalhadora conseguiu avançar. “Pelo contrário, a primeira organização que eles atacam são justamente os sindicatos”.

Para confirmar suas argumentações, o dirigente apresentou números a respeito do aumento do desmatamento, da miséria, do trabalho escravo, dos ataques aos povos originários, dos cortes em educação, saúde e em programas sociais durante o último governo no Brasil.

Outro ponto alto da conferência foi uma avaliação dos trabalhadores sob o governo Biden: “Fazendo um balanço da administração Biden, apesar de sua política externa em relações a outros países ser totalmente questionável, pode-se notar um avanço nos EUA em relação a direitos inéditos para imigrantes, latinos e crianças de baixa renda, avanço na negociação coletiva e acesso ao ensino por camadas populares foram destacados no encontro”.

“Foi uma honra representar a CNM e os Metalúrgicos do ABC em uma conferência tão emblemática e trazer os trabalhadores para o centro do debate da pauta política”, finalizou.