MENU

Metalúrgicos aprofundam conhecimento sobre transição justa na mobilidade

Seminário realizado nos dias 27 e 28 de março uniu metalúrgicos e metalúrgicas para debater futuro da indústria automotiva brasileira

Publicado: 04 Abril, 2024 - 18h33 | Última modificação: 04 Abril, 2024 - 18h46

Escrito por: Redação CNM/CUT*

notice

Sindicalistas metalúrgicos ligados à Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM) participaram nos dias 27 e 28 de março do seminário “Política Industrial Para Uma Transição Justa”, voltado para o setorial de mobilidade destas entidades.

O evento, realizado no Centro de Formação Celso Daniel, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), faz parte de um projeto desenvolvido pela organização SASK (Centro de Solidariedade Sindical na Finlândia), em parceria com a IndustriALL Global Union, IndustriALL Brasil e DIEESE.

Os participantes discutiram a cadeia produtiva dos ônibus elétricos e os desafios dos biocombustíveis na indústria de mobilidade. Houve também debates sobre os impactos dos recentes investimentos anunciados por montadoras no nível de emprego e nas condições de trabalho da cadeia produtiva da indústria de automóveis e caminhões no país. Um conjunto de montadoras de automóveis prevê mais de R$ 100 bilhões em investimentos no Brasil para os próximos anos.

O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos de Almeida (Renatinho), destacou a importância de ter um espaço como o seminário e o Projeto desenvolvido pelo SASK para diálogo e construção de políticas para o setor automotivo. “Dialogamos com companheiros de outros sindicatos e até de outras federações nesse seminário, o que é bastante proveitoso e isso é essencial neste momento, quando o setor automotivo anuncia vários investimentos, então é importante ter articulação dos trabalhadores para que eles não fiquem de fora dos debates da indústria”.

Mudanças tecnológicas

A pauta dos debates também abordou a qualificação profissional dos trabalhadores para o uso de novas tecnologias na cadeia produtiva da indústria de automóveis elétricos, as eventuais contrapartidas aos trabalhadores vinculadas à liberação de financiamento público às empresas no aumento do parque tecnológico e os impactos das mudanças no ambiente de trabalho.

“É fundamental conhecer as mudanças tecnológicas na indústria de mobilidade, pois os sindicatos precisam estar preparados para discutir com os empresários e com o governo os impactos destas mudanças na vida dos trabalhadores e da sociedade", afirmou o presidente da IndustriALL Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva.

O dirigente destaca que os sindicalistas vão dialogar com o governo federal e empresários sobre a pauta da classe trabalhadora e a construção de uma política industrial que proteja e amplie os empregos. “Além disso, queremos melhores condições de trabalho na indústria de mobilidade”, complementa Aroaldo.

Presente no seminário, o suplente de diretor de base do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Anderson Pereira, achou a troca de ideias positiva. “Foi muito gratificante participar da construção de uma pauta para cada vez mais beneficiar os trabalhadores com qualificação profissional sobre novas tecnologias e na transição da cadeia produtiva da indústria para o setor de automóveis elétricos, com contrapartida em mais postos de trabalhos e ter atenção às mudanças no ambiente de trabalho para ter empregabilidade e melhores condições de trabalho para todos os trabalhadores”, disse o sindicalista.

Dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Araquari (SC), Rosana Pereira de Souza debateu o tema da transição justa na mobilidade pela primeira vez e pode ampliar seus conhecimentos. “Acredito que precisamos nos unir, criar projetos e garantir que nenhum direito seja retirado dos trabalhadores e trabalhadoras nesses processos”, completou Rosana.

Para o conselheiro da direção executiva do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba (SP), Wagner Aparecido Bueno (Sorveteiro), o seminário foi rico pela presença de dirigentes de diferentes sindicatos e centrais sindicais. “O maior aprendizado foi a gente dialogar com outros sindicalistas, entendendo a realidade de cada sindicato e central, sabendo qual a necessidade de cada um, e assim se preparar melhor para os desafios que a pauta debatida no encontro nos trouxe”.

* Com informações da IndustriALL Brasil