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Metalúrgicos do ABC firmam termo de cooperação para dar suporte à indústria regional

Organizamos forças-tarefas, grupos de trabalho, processos produtivos, produtos, grau de inovação, de Pesquisa e Desenvolvimento e até mesmo gestão financeira, mas notamos que era insuficiente”, destaca Aroaldo

Publicado: 17 Novembro, 2021 - 19h46 | Última modificação: 17 Novembro, 2021 - 19h49

Escrito por: Ascom SMABC

Adonis Guerra/ SMABC
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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a UFABC (Universidade Federal do ABC) firmaram um termo de cooperação com o objetivo de traçar estratégias para alavancar a indústria na região. O documento foi assinado ontem, terça (16) na sede da Universidade, em Santo André.

O diretor executivo do Sindicato Aroaldo Oliveira da Silva, que também preside a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, explica que os Metalúrgicos do ABC já vinham buscando alternativas junto às empresas que garantissem a produção e a manutenção dos postos de trabalho, dado o processo crescente de deterioração do setor industrial brasileiro, com forte impacto na região. 

“Diante da total ausência de política industrial, de incentivos setoriais, o Sindicato já vinha atuando neste sentido há algum tempo. Houve êxitos, mas muitas vezes, quando detectávamos que uma empresa estava em dificuldades, já não era mais possível fazer muita coisa. Organizamos forças-tarefas, grupos de trabalho para mapear empresas, processos produtivos, produtos, grau de inovação, de Pesquisa e Desenvolvimento e até mesmo gestão financeira, mas notamos que era insuficiente”, destaca. 

Segundo o dirigente, nas conversas com representantes da UFABC, foi possível perceber que um suporte técnico mais estruturado poderia vir da Universidade, que já conta com uma agência de inovação. As conversas evoluíram para a ideia da cooperação entre as entidades, formalizada ontem.

Num primeiro momento, segundo Aroaldo, o termo de cooperação prevê a formação dos dirigentes sindicais. Na sequência, o trabalho será traçar um diagnóstico das indústrias da região na base metalúrgica, identificado os problemas relacionados à gestão, processos produtivos e produtos, para que então sejam propostas ações necessárias e alternativas.

Reconversão Industrial

De acordo com o dirigente, o passo seguinte é pensar em alternativas para a indústria regional, expandindo a indústria da região para além do setor automotivo, sua marca mais forte. “Há possibilidades, algumas criadas devido a pandemia, como o debate sobre a criação de um complexo industrial da Saúde. Muitas empresas da categoria metalúrgica tem capacidade para essa reconversão.  Mas não é só nessa área. É possível retomar no ABC as discussões sobre o complexo industrial da Defesa, área que ainda tem muitas lacunas do Brasil, além da indústria do petróleo e gás, entre outras.  É por isso que esse termo de cooperação tem como chave a “reconversão Industrial’”.

Aroaldo ressalta que, com o suporte da Universidade Federal do ABC, é possível pensar a região para o futuro tendo como base a sua capacidade produtiva, de mão de obra e técnica. “Quais são as capacitações e as capacidades que a região possui para manter o parque industrial que tem? Podemos dar um salto para o futuro, criar outras possibilidades, desenvolver outros setores industriais. Nossa ideia é começar o trabalho na nossa base com os Metalúrgicos do ABC, mas já conversando com outros sindicatos para dialogar com outros setores da Indústria”, reforça.