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Pindamonhangaba sedia encontro de trabalhadores na siderurgia

Evento integra a agenda de encontros da CNM/CUT para debater a indústria do Brasil, voltados para os segmentos da entidade

Publicado: 26 Março, 2024 - 10h39 | Última modificação: 26 Março, 2024 - 10h57

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Moreira César e Roseira

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O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba (SP) sediou no dia 19 de março o “Encontro de Trabalhadores/as na Siderurgia”.

O evento integra a agenda de encontros da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) para debater a indústria do Brasil. O último encontro ocorreu em Fortaleza-CE.

Esse encontro de Pinda foi a nível estadual. Estiveram nele dirigentes metalúrgicos de Taubaté, do ABC e também a Federação dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT/SP.

O encontro debateu temas como a Nova Industria Brasil, as campanhas pela redução da jornada de Trabalho, pela valorização do piso nacional, as ações do movimento sindical para os vários segmentos da indústria e as realidades de cada região.

O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, apontou a estratégia formulada no último encontro, um plano com 39 itens que foi entregue para o Instituto do Aço e também para o vice-presidente e Ministro da Indústria, Geraldo Alckmin.

Um grupo tripartite (trabalhadores, empresários e governo) foi criado para discutir questões do segmento, neste ano também deve ser formada uma frente parlamentar em defesa da indústria do aço, em Brasília. A discussão sobre a taxação da importação de aço também faz parte desse debate. “É importante que os trabalhadores saibam que estamos pautando os empresários e o governo sobre as nossas demandas e também discutindo nesses encontros quais desses 39 itens que podem virar para uma pauta de reivindicação local”, disse.

Loricardo também ressaltou a importância do ramo do aço para Pinda. “O aço é para Pinda e o que o automotivo é para o ABC. Seja no aço especial, seja nos vergalhões, essa produção do aço no Brasil ela precisa estar vinculada com o trabalho decente, com distribuição de renda, com perspectiva de emprego. Quando a gente fala de redução de jornada vem o convencimento por parte do patronal de que vai ter redução de salário. E não é isso. A nossa pauta é redução de jornada sem redução de salário”, disse.

Ele também falou sobre a campanha nacional pela valorização do piso dos metalúrgicos. “É impossível você ter um piso cada vez mais baixo. A média a nível de Brasil hoje é de R$ 1.600, sendo que nós já estivemos com 50% acima do salário mínimo e hoje estamos com 15% acima do salário mínimo”, disse.

Além dos dirigentes dos sindicatos, também participaram do encontro o presidente do Sindmetalpinda, André Oliveira, o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, o secretário geral da Federação Max Pinho, o diretor de formação da Federação Jorge José de Lima, o coordenador geral dos segmentos da CNM/CUT, Juarez Estevam Ribeiro, e a economista do Dieese Renata Filgueiras.