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Seminário sobre relação Brasil - China debate caminhos para desenvolvimento

Presidente da CNM/CUT esteve junto a outros sindicalistas em evento que abordou os 50 anos de relações diplomáticas com o país asiático

Publicado: 30 Abril, 2024 - 12h21 | Última modificação: 30 Abril, 2024 - 12h28

Escrito por: Redação CNM/CUT*

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O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, esteve presente na última terça-feira (23), no Seminário “Brasil - China: Parcerias Para o Futuro”, realizado pelo Instituto Lula, em São Paulo (SP). O evento integra um ciclo de debates organizado pelo Instituto para fomentar um maior diálogo sobre os 50 anos da relação diplomática entre os dois países.

Além do presidente da CNM/CUT, estiveram presentes representantes de trabalhadores e trabalhadoras ligados a categorias e centrais sindicais diversas, políticos, técnicos do Dieese e professores.

Na pauta de discussões, a Iniciativa Cinturão e Rota, a estratégia de desenvolvimento econômico e infraestrutura lançada pelo presidente chinês Xi Jinping, além de investimentos em tecnologia, cooperação internacional e as oportunidades que surgem nesse contexto de transformações.

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“Foi uma conversa muito importante no sentido de discutir o papel da China no Brasil, tanto nas questões que refletem o comércio das commodities, as relações comerciais que envolvem esses tipos de produtos, mas também sobre as relações de trabalho. Sabemos que existem questões que são estratégicas para o Brasil, mas nós, trabalhadores, precisamos participar mais ativamente das conversas sobre o que está acontecendo com a produção da China. Temos o exemplo dos debates sobre o aço chinês no Brasil, que afetam a categoria metalúrgica”, afirmou Loricardo.

O dirigente pontuou outras questões importantes para a categoria no debate com o país asiático, como a compra de equipamentos agrícolas chineses por parte de pequenos agricultores brasileiros, os carros elétricos, e a eventual comparação da nova política industrial brasileira, o Nova Indústria Brasil (NIB) com os planos efetuados pelo governo chinês para impulsionar a própria indústria.

“Não podemos ficar dependentes da produção industrial chinesa, precisamos construir nosso caminho. Temos que ficar atentos a relação comercial das commodities, para não sermos apenas exportadores de matéria prima, temos que observar a transferência de tecnologia entre os dois países, debater as relações de trabalho e defender uma pauta de direitos, enfim, precisamos discutir a China como parte de uma estratégia para o Brasil de crescimento da nossa indústria, do trabalho, da renda, do desenvolvimento brasileiro”, finalizou o sindicalista.

* Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e IndustriALL Brasil