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Trabalhadores na Electrolux, em São Carlos, paralisam produção contra demissões

De acordo com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, filiado à FEM-CUT/SP, a empresa realizou as demissões sem diálogo com a entidade, que busca meios para reintegrar os trabalhadores

Publicado: 29 Janeiro, 2024 - 12h28 | Última modificação: 29 Janeiro, 2024 - 16h03

Escrito por: FEM/CUT-SP

ERIKA CRISTINA
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Uma paralisação de 30 minutos foi realizada na manhã desta segunda-feira, 29, na Electrolux, em São Carlos (SP), com forma de protesto à demissão arbitrária de 12 trabalhadores. O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP), Erick Silva, e o secretário-geral da entidade, Max Pinho, participaram da manifestação.

De acordo com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, filiado à FEM-CUT/SP, a empresa realizou as demissões sem diálogo com a entidade, que busca meios para reintegrar os trabalhadores.

“Temos a informação que, durante o ano, vários trabalhadores realizam horas extras no final de semana e tiram folga durante a semana. E aqueles que não fazem tais horas, acabam sendo sufocados e causa estafa. Considero isso um desrespeito aos trabalhadores, e por isso o Sindicato organizou este protesto em forma de alerta” explica Vanderlei Strano, presidente da entidade.

O dirigente sindical afirma ainda que é de extrema importante a união dos metalúrgicos para garantir os avanços. “Com a paralisação, os trabalhadores na Electrolux mostraram que estão unidos. A direção do Sindicato pode realizar assembleias de protestos nos próximos turnos caso a empresa não chame para negociar. Por isso, a disposição de luta é importante”.

Na quinta-feira passada, 26, o Sindicato protocolou um documento junto a empresa pedindo a reintegração dos trabalhadores, dentre outros direitos. “Aguardaremos a empresa entrar em contato conosco, queremos resolver tudo da melhor forma possível. Caso não haja acordo, convocaremos os trabalhadores para assembleia, publicaremos edital e iremos votar aviso de greve”, finaliza Strano.

Para a vice-presidenta do Sindicato e diretora da Mulher da FEM-CUT/SP, Ceres Lucena, o mais importante neste momento é mantermos o foco na luta.

“Nós, do Sindicato, não podemos assistir o processo de demissão sem nenhum processo de reação. Assim sendo, estamos aqui com esse protesto e acatando a vontade das trabalhadoras e dos trabalhadores, pois defendemos que existem alternativas para preservar os empregos. Por isso, é importante essa demonstração dos trabalhadores de muita união para fazer a luta da melhor forma, com organização e mobilização”, ressaltou Ceres.

Os metalúrgicos da base Tecumseh, Volkswagen, representantes do CSA (Comitê Sindical dos Aposentados), da FEM-CUT/SP, dos metalúrgicos do ABC, Sorocaba e Matão participaram da manifestação e fortaleceram o protesto na Electrolux. 

Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos